O Tiger chega às semifinais do Paulista Feminino Sub-17 com campanha que superou até mesmo as expectativas do técnico Wagner Oliveira, o Wagnão. Invicta nos oito jogos disputados desde o início da competição, a equipe soma seis vitórias, além de apresentar o melhor ataque e melhor defesa do campeonato. A surpresa pelo desempenho se deve principalmente a um fato: para entrar firme na disputa, o time precisou se adaptar do salão para o campo.
O clube já havia construído uma história no futsal ao longo de 17 anos na modalidade, mas foi apenas cinco anos atrás que deu início ao trabalho também no campo. A transição, segundo o treinador, foi um dos principais desafios e exigiu muito empenho, tanto das jogadoras quanto da comissão técnica. Desde 2016, o trabalho de adaptação do salão para o campo foi intensificado.
“O desempenho físico das atletas tem sido muito bom, porque a própria questão da fisiologia é uma grande dificuldade nessa transição, principalmente quando a equipe sempre foi acostumada a jogar no salão, que exige mais intensidade. Iniciamos com um trabalho reduzido no campo e fomos ampliando aos poucos. Essa adaptação é bem difícil, mas nossa equipe é muito inteligente e tem assimilado bem a proposta”, avalia o técnico.
Se por um lado a transição de uma modalidade para outra trouxe um desafio maior para o Tiger, as raízes no futsal também proporcionam um diferencial para a equipe. Wagnão acredita que a experiência traz algumas vantagens para as jogadoras, que duas vezes por semana realizam treinamentos no salão – a equipe ainda disputa competições no futsal.
“Os maiores jogadores do mundo são oriundos do futsal. Com curto espaço, a atleta consegue usar melhor o drible, a velocidade do raciocínio e trabalhar com tabelas curtas. Tudo isso melhora sua habilidade e ajuda bastante no campo”, explica o treinador.
Em campo pelo Paulista Feminino Sub-17, o Tiger é a equipe que apresenta melhor desempenho ofensivo e defensivo: até o momento, o time anotou 33 gols e teve sua defesa vazada apenas uma vez. Além disso, o time tem, ao lado do São José, a maior alternância de artilheiras entre os semifinalistas. Ao todo, nove jogadoras já balançaram as redes para o Tiger na competição. A estratégia adotada para tais resultados é influenciada por experiências no futebol feminino do exterior.
“Costumo buscar muitas informações e trocar ideias com outros treinadores de futebol feminino que estão fora do país, na Alemanha, na Itália e nos Estados Unidos. Uma postura nossa é trabalhar muito forte na marcação e ter esse encaixe no ataque, então acabamos fazendo com que todas as atletas marquem e muitas façam gols”, revela Wagnão.
O próximo desafio do Tiger em campo é neste sábado (2), às 19h30. A equipe enfrenta o São Paulo, também invicto no campeonato, em busca de uma vaga na decisão. O confronto acontece no estádio Alberto Savoi, na capital paulista.