Futebol Paulista

Futebol não contribui para disseminação do vírus, diz médico infectologista

Segundo Marcos Boulos, do Centro de Contingência do Coronavírus, futebol não está entre as atividades com maior risco

(Crédito: Cecília Bastos/USP Imagens)

Publicado em 29 de março de 2021, às 15h00

O médico infectologista Marcos Boulos, do Centro de Contingência do Coronavírus do Governo do Estado de São Paulo, disse à Rádio Bandeirantes que o futebol não é uma atividade que contribui para a disseminação do vírus.

"Se acontecer futebol durante o toque de recolher, e as pessoas não estiverem nas ruas, não tem nenhum problema", disse o médico. "Não havendo aglomeração, não teria nenhum problema. O futebol, de fato, não é o que mais contribui para as transmissões de infecção", afirmou.

O médico explicou que a decisão de paralisar o futebol paulista não passou pelo Centro de Contingência. "Houve a pergunta do governo sobre o que achamos do futebol. Fizemos uma graduação sobre a maior possibilidade de contágio até a menor, e o futebol não estava entre as mais", disse.

"Depois disso, teve a recomendação do Ministério Público, e o governador decidiu paralisar. Não fomos claramente, não temos nem que ser consultados para isso. É o governo que decide. Soubemos da decisão de fechar isso já depois que fechou, depois que paralisou o futebol. Não sabíamos antes, não", completou.

Os jogos do Campeonato Paulista foram paralisados por determinação do Governo do Estado no último dia 11, após recomendação do Ministério Público Estadual.
 



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