Mirassol Futebol Clube
Paulistão Chevrolet 2012
Goleado em 2008, César não crê em facilidade dos grandes neste ano
Publicado em 26 de abril de 2012 às 19h33

Por Raoni David

O Campeonato Paulista de 2008 teve os mesmos moldes de disputa do atual, com a diferença de que apenas quatro equipes se classificavam direto para as semifinais. Na ocasião o Guaratinguetá surpreendeu com a liderança da primeira fase, mas nas semifinais acabou derrotado pela Ponte Preta, que sucumbiria na decisão diante do Palmeiras, depois deste eliminar o rival São Paulo.

No entanto, em dois jogos, o time de Palestra Itália, comandado por Vanderlei Luxemburgo, acabou impondo à Ponte Preta do técnico Sérgio Guedes a maior derrota de um clube do interior que chegou a uma decisão contra um grande. Em Campinas, vitória simples do Palmeiras. Já em São Paulo, na segunda partida, goleada tranquila por 5 a 0.

Já veterano, na época com 33 anos, o ex-zagueiro César que já havia passado por clubes como a Portuguesa, Corinthians e o próprio Palmeiras, além de ter atuado por quatro temporadas no futebol francês e outras três na Espanha, era o mais experiente do time campineiro naquele momento.

Atento ao Paulistão Chevrolet 2012, o antigo zagueiro não acredita que Santos ou São Paulo consigam, neste ano, impor uma diferença tão grande diante de Guarani ou Ponte Preta. “Em 2008 foram situações diferentes. No primeiro jogo conseguimos equilibrar, mas no segundo fomos com o coração. Eu mesmo joguei infiltrado, não estava 100%, mas agi mais com o coração que com a razão. Isso não pode acontecer nesta hora”, alerta.

O sacrifício, aliás, é uma questão que deve ser evitada principalmente pelos jogadores dos times de Campinas. “Querer ajudar com o coração acaba sendo prejudicial. Só deve jogar quem estiver 100%, pois o outro time é muito forte e estes jogadores vão ter que se superar, vão ter que dar mais que os 100%. Então, um conselho é que jogue só quem estiver em plenas condições”, opinou.

César salienta a dificuldade que os times de Campinas terão para surpreender a dupla San-São, francos favoritos à conquista do título. “São os dois times que estão em evidência no momento. Um na disputa da Copa do Brasil, outro jogando a Libertadores, mas mesmo assim, quando estiverem na decisão, vão querer a conquista. O time do interior que chegar, tem que acreditar no trabalho que foi realizado na competição e seguir trabalhando para tentar superar o gigante”.

Com história pela Ponte Preta, onde se formou nas categorias de base antes de se profissionalizar com a camisa da Portuguesa, César não esconde a torcida pelo clube alvinegro, mas anseia por uma boa partida. “Espero um jogo bonito, em que os artistas, os protagonistas do espetáculo sejam só os jogadores. Mas, a minha torcida é sempre pela Ponte Preta, que foi onde cresci”, confirmou.

Por fim, César ressaltou a dificuldade que tem os clubes do interior em surpreender os grandes e parabenizou a dupla campineira. “Enfrentar um grande, principalmente no Campeonato Paulista, é muito difícil, pois é tiro curto, e não se dispõe de um elenco numeroso. Temos de dar os parabéns para Guarani e especialmente para a Ponte Preta, pois derrotou o Corinthians no Pacaembu, algo que ninguém havia conseguido”, exaltou.

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