Ituano Futebol Clube
Paulistão Chevrolet 2012
Em 2003, goleada eliminou a Portuguesa Santista do dividido Pepe
Publicado em 26 de abril de 2012 às 19h28

Por Raoni David

Ídolo do Santos Futebol Clube, José Macia, o Pepe, sempre teve muita ligação também com a cidade de Santos, onde nasceu, se criou e vive até hoje. Por isso, assumir o comando da querida Portuguesa Santista à beira do rebaixamento não seria problema algum para quem, como técnico, já havia feito história em tantos clubes, como São Paulo, Fortaleza e Inter de Limeira.

Por isso, Pepe aceitou o desafio de comandar o clube no decorrer do Campeonato Paulista de 2002. “Peguei a Portuguesa numa situação muito difícil”, conta Pepe. “Assumi com o intuito de livrar a equipe do rebaixamento e conseguimos os pontos necessários para isso”, recorda-se o treinador. O clube da Baixada Santista terminou a competição, que rebaixava o último e levava o penúltimo colocado a uma repescagem, em antepenúltimo.

Findo o trabalho de sucesso, veio o convite para a sequência. “No ano seguinte pediram que eu ficasse e disse que sim, desde que chegassem reforços. Eles chegaram e fizemos uma boa pré-temporada, ficamos quase três semanas trabalhando para disputar bem o campeonato e conseguimos”, afirmou o Pepe.

Foi assim que em 2003, a Portuguesa Santista surpreendeu e chegou às semifinais do Campeonato Paulista. Entre os grandes, o Santos, único time em que Pepe atuou como jogador, foi quem ficou de fora. “Aquele time era guerreiro e tinha sempre a mesma personalidade em qualquer lugar que jogasse, além de um contra ataque muito forte com o Zinho e o Rico”, descreve o saudoso treinador.

Disputado com 21 equipes divididas em três grupos de sete, a Portuguesa surpreendeu ao terminar na liderança do Grupo 2, à frente dos também classificados São Paulo e Santo André e do precocemente eliminado Santos. Nas quartas de finais, empate sem gols com o Guarani e a vaga garantida por ter melhor campanha na fase anterior.

Mas, assim como a Ponte Preta faria em 2008, uma goleada por 5 a 0 marcou o fim da trajetória da equipe santista. O algoz era o São Paulo de Ricardinho, Kaká, Luis Fabiano e companhia. “O time do São Paulo era muito bom e estivemos em um dia muito fraco. Tomamos gols no começo e nos desnorteamos”, explica.

Neste ano, porém, Pepe acredita que os times do interior podem sim, surpreender os grandes, a quem não vê grandes vantagens. “Ficaram os dois times de Campinas e lá é a capital do interiorzão que é muito forte. Não tem favorito entre Guarani e Ponte Preta e claro que quem passar de Santos e São Paulo será favorito na decisão, mas nem tanto. É 60% somente, pois os times de Campinas estão preparados”, opina o segundo maior artilheiro da história do Santos, com 405 gols.

Por fim, por toda história no time alvinegro, Pepe confirma sua torcida pelo Santos, mas garante que o coração está um pouco dividido. “Sou Peixe, vou torcer pelo Santos! Mas, trabalhei tanto no Guarani quanto na Ponte Preta e tenho carinho pelos dois apesar da rivalidade. Além disso, tive uma história bonita como técnico do São Paulo, então é uma semifinal complicada... Mas sou Peixe”, finaliza Pepe, sorrindo.

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A rivalidade entre o Clube Atlético Ituano e a Associação Atlética Sorocabana, na década de 50, fez surgir a mascote do atual Ituano Sociedade de Futebol Ltda. Em 1957, na disputa do título Taça Cidade de Itu, a Sorocabana levou a melhor contra a poderosa equipe do Atlético, que disputava a Segunda Divisão do Estado. No dia seguinte, torcedores pintaram na fachada da sede do clube um enorme galo e a frase que se tornaria símbolo definitivo de sua torcida: “O Galo de Itu”.

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