Clube Atlético Linense
Paulistão Chevrolet 2012
Vice em 2007 por dez minutos, Luiz aconselha e arrisca finalistas
Publicado em 26 de abril de 2012 às 19h31

Por Raoni David

Chegar à decisão do Campeonato Paulista após impor goleada de 4 a 1 no São Paulo em pleno Morumbi e ainda vencer o Santos no mesmo estádio por 2 a 0 na primeira partida da decisão e poder perder a segunda por até um gol de diferença para ser campeão, não é para qualquer um. Pois foi justamente o que o São Caetano conseguiu em 2007 e mesmo assim deixou o título escapar ao ser derrotado por 2 a 0 no jogo de volta.

Aquela edição do estadual tinha o retorno do mata-mata, uma vez que em 2005 e 2006, São Paulo e Santos sagraram-se campeões após disputa por pontos corridos. Curiosamente, o último campeão paulista conhecido em uma final havia sido justamente o São Caetano, em 2004. Goleiro daquele time que poderia fazer história com a segunda conquista estadual do clube do ABC, Luiz acredita que faltou malícia para o seu time ser campeão.

Tendo a taça na mão até os 36 minutos do segundo tempo, quando perdia por apenas 1 a 0, a defesa do São Caetano viu o lateral-esquerdo Kleber ir ao fundo e cruzar na cabeça do jovem atacante Morais que marcou o gol do título. “Naquele segundo jogo realmente não jogamos, ao contrário do primeiro quando poderíamos ter feito até um placar mais elástico”, relembra Luiz, da vitória de seu time com gols de Luiz Henrique e Somália.

“Ali faltou malandragem. Não poderíamos deixar o Santos jogar naquele momento do jogo, já se encaminhando para o final. Surgiu aquele lance em que o Santos foi muito feliz na jogada do gol e acabou com todo o trabalho que foi feito para chegarmos até a decisão”, lamentou o arqueiro.

Ainda titular da equipe depois de cinco anos, Luiz enfrentou os quatro semifinalistas e em uma comparação com o feito do próprio São Caetano em 2007, o goleiro garante que não há surpresas no campeonato deste ano. “Naquela ocasião foi surpreendente a gente vencer o São Paulo da maneira que fizemos e depois enfrentar o Santos. Mas desta vez não foi surpresa. Enfrentamos todos estes times e vimos que isso poderia acontecer, que Guarani e Ponte Preta tinham todas as condições de derrotar os grandes”, afirmou.

Forte em suas opiniões, Luiz não se furta de apontar os seus favoritos, tanto no dérbi campineiro, quanto no clássico do Morumbi. Para ele, Guarani e Santos serão adversários na grande decisão. “Creio que o Guarani vai passar pela Ponte Preta. Pelo fator casa e maioria da torcida, e acho o Guarani um time mais coeso, agrupado e que marca mais forte”, opinou. “Do outro lado vejo o Santos com mais possibilidades de sair vencedor pelos talentos que o time conta, embora seja muito difícil apontar um favorito em um jogo como este”, completou.

Quando se enfrentaram na primeira fase, mesmo com time misto, o Santos venceu o Guarani por 2 a 0, em Campinas. No entanto, inspirado no feito do próprio São Caetano, que venceu os titulares santistas por 2 a 1, de virada, Luiz acha possível que o Guarani, seu favorito na semifinal contra a Ponte Preta, termine a competição com a inédita taça.

Para tanto, de acordo com o goleiro, o segredo está em encarar o time de Neymar, Ganso e companhia, com igualdade. “É possível. Tivemos o exemplo do São Caetano na vitória contra o Santos. Se o time considerado menor realmente jogar contra os grandes, como foi o que fizemos, tem chances de vencer. O que não pode é entrar para não jogar, ficar recuado, aí não suporta os dois jogos só marcando”, aconselhou o goleiro.

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Mascote

Ele pode caminhar devagar, mas por onde passa é temido pelo seu tamanho. O Linense tem uma das mascotes mais curiosas de toda a fauna que habita as divisões de acesso do futebol paulista: o Elefante da Noroeste.

Em 1952, o Linense conseguiu o título mais importante de sua história: campeão da Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Nunca o seu torcedor comemorou tanto um título. A festa foi tão grande que os jogadores chegaram a desfilar em cima de elefantes que se apresentavam em um circo da cidade. Foram apenas cinco anos na Primeira Divisão. No ano 2000, para demonstrar todo o carinho por sua mascote, o Linense promoveu um desfile de elefantes na pista de atletismo de seu estádio.

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