Associação Portuguesa de Desportos
História

Desde o início do futebol no Brasil, no fim do século 19, e principalmente após o início do Campeonato Paulista, em 1902, a comunidade portuguesa em São Paulo desejava ter um clube que a representasse à altura, como acontecia com outros estrangeiros da cidade de São Paulo como os italianos, que tinham o Palestra Itália, os alemães, fundadores do Germânia, e os árabes, com o Sírio.
 
Até a fundação da Portuguesa, em 1920, o único time de origem lusitana a ter participado da primeira divisão havia sido o Luzitano, de vida efêmera por causa das dificuldades financeiras e da falta de apoio. Mas a forte comunidade lusitana resolveu naquele ano apoiar um só clube e transforma-lo em seu grande representante no futebol.
 
Nascia assim, no dia 14 de agosto, aniversário da histórica batalha de Aljubarrota – que em 1385 libertou Portugal de Castela –, a Associação Portuguesa de Desportos, utilizando o brasão da terra mãe e as cores de Portugal na camisa. O time originou-se da fusão de outros cinco clubes luso-brasileiros da capital: Lusíadas, Portugal Marinhense, Cinco de Outubro, Marquês de Pombal e Lusitano.
 
No mesmo ano de sua fundação, a Lusa tentou uma vaga na APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), então principal liga do futebol Paulista, mas não conseguiu, pois havia um limite de clubes na primeira divisão da época. Para transpor esse obstáculo, a Portuguesa disputou seus primeiros três campeonatos aliada ao Mackenzie, outro time da época, formando o Portuguesa/Mackenzie, ou Mack-Port, como o time era chamado pela imprensa.
 
Em 1923, o Mackenzie desapareceu e a Portuguesa passou a andar com as próprias pernas. Neste mesmo ano, o Conselho do clube se reuniu para deliberar sobre mudanças no escudo. A Portuguesa passou então a ostentar a cruz de Avis no brasão. A partir daí, o clube foi conquistando seu espaço no cenário esportivo paulista. As primeiras conquistas vieram na década de 1930, com o bicampeonato paulista em 1935 e 1936. Em 1940, veio o vice-campeonato, contra o Palestra Itália
 
A década de 1950 foi particularmente boa para o time, que já havia se consolidado como um dos grandes do estado. Foi neste período que o time conquistou o bicampeonato do Torneio Rio-São Paulo – que mais tarde seria a base do Roberto Gomes Pedrosa, campeonato que precedeu o Brasileirão. Outra grande conquista foi o tricampeonato da Fita Azul, título honorífico dado aos clubes que ficassem mais tempo invictos no exterior.
 
Entre os craques da Lusa naquela época destacam-se o lateral Djalma Santos, bicampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1958 e 1962 e um dos maiores de sua posição na história do futebol; e o ponta-direita Julio Botelho, que depois faria história no Palmeiras e que, na época, foi considerado melhor que Garrincha.
 
O time continuou forte na década seguinte, mas com a concorrência do Santos de Pelé e o Palmeiras da primeira academia, ficou longe dos títulos. Mesmo assim, o clube chegou perto no vice-campeonato de 1960.
 
A Lusa voltaria às manchetes em 1973, na conquista do polêmico tricampeonato estadual contra o Santos. O título foi dividido entre as duas equipes após o erro do árbitro Armando Marques, que terminou a decisão de pênaltis quando o placar marcava 2 a 0 para o Santos, ignorando o fato de que a Lusa, que tinha duas cobranças a fazer, poderia empatar a partida.
 
Em 1975, o time novamente chegou às finais do Paulista e ficou com o vice-campeonato na final contra o São Paulo. Em 1985, outra final e outro vice-campeonato, novamente contra o São Paulo.
 
Os anos 90 viram um dos maiores times da história da Lusa chegar às finais do Campeonato Brasileiro de 1996. Com craques do nível de Zé Roberto, Alex Alves e Rodrigo Fabri, a Portuguesa chegou a vencer o Grêmio, seu adversário na final, no estádio do Canindé, mas a derrota no Olímpico tirou do clube, que teve pior campanha na primeira fase, a chance de conquistar seu primeiro título nacional.
 
A partir de então, a Portuguesa viveu uma longa crise, que se acentuou com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 2002 e no Campeonato Paulista, em 2006. Este foi um duro golpe para o time, que desde a sua fundação esteve na elite do futebol de São Paulo. O ano de 2007 foi particularmente bom, já que o clube conseguiu dois acessos, voltando para a primeira divisão tanto do nacional quanto do estadual. No entanto, apesar da boa campanha no Brasileirão de 2008, o time acabou rebaixado.


Em 2009 e 2010, o time lusitano passou perto de voltar à elite do futebol nacional. Nas duas temporadas terminou o Campeonato Brasileiro da Série B em 5º lugar. Já no Campeonato Paulista, duas campanhas parecidas. Ficando em 6º e 5º respectivamente, ficando fora das semifinais.


No Campeonato Paulista de 2011, a Portuguesa conseguiu se classificar para as quartas-de-final da competição, terminando a primeira fase em 8º lugar. Porém, foi eliminada pelo São Paulo.


Mesmo com a eliminação, a equipe comandada pelo técnico Jorginho conseguiu de forma antecipada, na 35ª rodada, o título de campeã da Série B do Campeonato Brasileiro. Foi o primeiro torneio nacional vencido pela equipe.

A expectativa é que em 2012 a equipe realizasse grande campanha no torneio estadual, mas surpreendentemente a Portuguesa acabou rebaixada após ficar na 17ª colocação. De volta à Série A do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa terminou a edição de 2012 em 16º lugar.

Em 2013 a Lusa confirmou o favoritismo e venceu a Série A2 do Campeonato Paulista e retornando para a elite estadual.

Ficha Técnica
Presidente
José Ilídio da Fonseca Lico
Endereço
R. Comendador Nestor Pereira, 33 CEP 03034-070 - São Paulo -
Telefone: 2125 9400

Web Site Oficial
www.portuguesa.com.br


Fundação
14/08/1920
Estádio Mandante
Canindé
Dr. Oswaldo Teixeira Duarte
São Paulo
Mascote

A mascote da Portuguesa foi adotada em 1994, em substituição à personagem “Severa”, uma simpática portuguesinha cantora de fados, que foi interpretada no cinema na década de 30 por Dina Tereza. Era um símbolo sem igual no futebol brasileiro, mas os dirigentes optaram por outro, de maior identidade com sua torcida, e o Leão, com garra, determinação e astúcia, encaixava-se neste perfil.

Atletas cadastrados
Profissional
Amador
Artilheiros (em competições da FPF)
7 Gols
Henriques
(Paulista A1 - Profissional)
3 Gols
Leandro
(Paulista A1 - Profissional)
3 Gols
Wanderson
(Paulista A1 - Profissional)
© 2014 Federação Paulista de Futebol - Todos os direitos reservados. FALE CONOSCO    |    EXPEDIENTE